Terceirização de Folha de Pagamento e Consultoria em LGPD
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Na corrida contra o tempo para estar em conformidade à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), as empresas têm buscado softwares que oferecem estruturas para realizar seu projeto de implementação. No entanto, é muito comum que estas mesmas empresas também encontrem muitas dificuldades na hora de manuseá-los.


Muito cuidado: ter um software não quer dizer que seu negócio está em conformidade!


Um comportamento muito arriscado das empresas é buscar nos softwares a solução para suas necessidades. O objetivo destes recursos é auxiliar as empresas a implementarem, mas grande parte desta implementação dependerá da forma como a empresa lida com os dados pessoais na sua rotina operacional. Por isso, as decisões sobre os dados pessoais e a forma do tratamento compete às empresas junto de seu Encarregado de Proteção de Dados.


 É o que ocorre com o mapeamento dos dados pessoais (data mapping). Esta fase é considerada indispensável para aqueles que desejam implementar a LGPD e evitar eventuais sanções por parte da autoridade (ANPD). Considerada como o início da implementação, o mapeamento vai permitir às empresas ver o seu negócio como um todo e a identificar áreas que são de alto risco aos dados.


Por se tratar de uma tarefa complexa, contínua e duradoura, muitas empresas têm buscado sistemas para auxiliá-los. E neste momento é importante analisar as necessidades do seu negócio, verificando a quantidade de dados pessoais tratados, variedade, compartilhamento, entre outros.


Mas o que deve ser ressaltado é que um software para mapeamento pode não representar conformidade se não for bem utilizado. O que estamos vendo hoje são as empresas buscarem estes programas e pularem uma etapa fundamental que antecede o mapeamento: o fluxograma das operações do negócio.


Caso não se compreenda de forma precisa cada operação de tratamento da empresa, o mapeamento ficará incompleto e, consequentemente, afetará a conformidade da LGPD. Por isso, antes de realizar o mapeamento, é necessário que se analise os fluxos onde há dados pessoais.


Fica a ressalva: antes de realizar o mapeamento, é importante que os fluxos das operações estejam bem delineados pela empresa.


Um software apenas auxiliará na implementação, mas as decisões e medidas eficazes de proteção serão determinadas pelas empresas.